domingo, 27 de fevereiro de 2011
Escola...
Agora toda segunda vai ter novamente um significado pra mim, “estudar e acordar cedo”. Mas, é bem mais emocionante que isso a escola se transformou em uma mini sociedade pra mim, uma segurança. Todas as manhãs exceção as de sábado e domingo, porque, ninguém é de ferro, vai ter um novo brilho, o brilho de todos aqueles que marcam minha vida mesmo alguns sendo bem pouco, marcam.
Tava conversando com o Pedro, amigo que está no terceiro ano do segundo grau, e epa, percebi que tudo isso está no final. E agora? Sentimento de insegurança sobre o futuro vai surgir isso é concreto, mas gostaria que começasse tudo novamente, que fosse um jogo que após você zerá-lo pode clica e refazê-lo mais um milhão de vezes.
No final é que as coisas ficam interessantes, não concorda? Agora na reta final da escola, estou percebendo todas as coisas boas que semeei, tudo isso faz parte do meu presente e por não ter certeza se vou ver as mesmas pessoas no meu futuro, veio aquela depressão.
Nada que uma coca-cola bem gelada e saber que amanhã vou voltar para tudo isso, não dê certa força de vontade e a maioria alegria: a de ter certezas e sem responsabilidades. Leve, leveza de uma simples adolescência.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Ana Terra, clássico.
Lamuriar, reclamar das condições em que se encontra quem nunca fez isso?
No ano passado, minha turma teve que executar um seminário literário na sala de aula, tinhamos um mês para ler e discutir entre o grupo sobre o livro que havíamos lido. Meu grupo ficou com o fabuloso, Érico Veríssimo. Ana Terra é um livro atemporal, ou seja, lido em qualquer época transmitirá a mesma lição de moral. Ana, a adolescente filha do estancieiro Maneco Terra, encontra na beira de um regato, o qual todo dia ela vai lavar as roupas da família, o enigmático Pedro Missioneiro, indiático, bravio, e dono de uma cultura sofisticada em letras, histórias e artes musicais. Pedro é acolhido pela família Terra, Ana que no começo tem certa repulsa pelo rapaz, acaba se apaixonando. No meio de desejo, ira, paixão, toma o estopim da Guerra do Paraguai, rodeados de ladrões e saqueadores de terras.
Ana Terra meche com todos os sentimentos, leva o leitor a ver as condições precárias em que a mulher era tratada no século XVIII, o preconceito imposto sobre a mulher, como é difícil tomar uma decisão na adolescência, o valor da família e o mais importante o amor materno.
Após ler Ana Terra, mudei totalmente as minhas lamúrias, o livro me levou a perceber que não vale à pena reclamar por coisas pequenas e fúteis, que sempre haverá pessoas ao redor do mundo passando por milhões de problemas e com certeza bem maiores que os meus e que a esperança desaparece, mas é fácil reencontrá-la.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sentimento da semana: Amizade.
Em um dia da semana, irei postar sobre um sentimento que gostaria de compartilhar com vocês. O dessa semana é amizade. Tava lendo a revista Super Interessante do mês de fevereiro da editora Abril me chamou muito a atenção para a noticia foco: Amizade. Porque é impossível ser feliz sozinho.
“Pura, sincera, desinteressada. A amizade humana não nasceu assim. Mas um improviso do cérebro mudou tudo: criou um novo tipo de relação, que revolucionou a convivência entre as pessoas- e fez a humanidade ser o que é hoje”.
Amizade começou por puro interesse de evolução da espécie. A amizade não passava de uma troca de favores. Hoje em dia, pense bem, acontece isso?
Você sabia que a amizade libera no corpo um hormônio chamado, ocitocina? Responsável pelo afeto que a fêmea desenvolve pelo macho e pelo amor incondicional que ela tem pelos filhos. Ou seja, a reprodução obtém sucesso graças a ocitocina. E, além disso, é ela que permite criar vínculos humanos e previne doenças cardíacas, pois age no corpo com um inibidor da adrenalina. E segundo o economista Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, a amizade tem preço sim e é nada mais nada menos que 134 mil reais.
“Amiga de infância, amiga irmã, amigo homem, amigo gay, amigos virtuais, amigos inteligentes, amigos engraçados, amigos que não cobram que não são rancorosos, amigos gentis, amigos que mantêm amigos na distância e no silêncio, todos eles ajudam a formar nossa dentidade e a sentir protegidos nesta sociedade cada vez mais bruta e individualista”.
Gostaria de agradecer aos meus amigos pela força, todo amor e paciência, pelas piadas, pelas brincadeiras, pelos dias que entraram na história, pelos abraços, pelo consolo, pelas brigas e ensinamentos que me passaram.Tudo isso faz parte da minha identidade. Muito obrigada, amigos.
Crônicas, um passatempo!
Crônica é um gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas páginas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e o leitor.
Uma forma, simples de passar bem um dia: ler uma crônica. Aqui vou citar a famosa e ótima cronista Martha Medeiros, diversão é o que não falta em suas crônicas. Retirada do livro ‘COISAS DA VIDA’!
”Cardápio da alma
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?
Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?
Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.
Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.
Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.”
Martha Medeiros.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Desculpa se te chamo de amor
Tirei meu chapéu para o escritor Federico Moccia, ele leva o leitor a gostar de romances, imaginarem cenas, torcer por um final Feliz com um beijo e não parar de ler até chegar o fim. Eu não era adepta de romances achava que era muita bobagem e coisas melosas, realmente após ler esse livro mudei completamente meu modo de pensar.
Niki, uma garota de 17 anos no terceiro ano do ensino médio, preste a prestar o exame de maturidade, praticante assídua de esporte radicais, uma das integrantes do grupo “Ondas”, formado por Erica, Olly e Diletta amiga inseparáveis, acaba sem querer em um acidente com a sua moto, conhecendo Alessandro, ou melhor, Alex.
Alessandro é um bem-sucedido publicitário de 37 anos, que acaba de passar por problemas amorosos: sua noiva deixa apenas uma carta, abandonando-o.
Niki muda completamente o modo de pensar de Alessandro e ajuda ele a se recuperar, mesmo com a diferença de vinte anos, a história de amor deles corrompe qualquer preconceito social.
Vale muito à pena ler, mas também pra quem quiser ver o filme “Lição de amor” baseado no livro, diversão pura e com dose de amor.
Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado
A maioria da população brasileira comete o seguinte erro – “ Ele é um psicopata “- só quando o individuo manifesta comportamentos desordenados. Ele pode apresentar qualquer outra doença, qualquer outro distúrbio. A psicopatia é mais complicada de diagnosticar do que se parece. O livro “Mentes perigosas- O psicopata mora ao lado” da Ana Beatriz Barbosa Silva faz o leitor entender um pouco desse mundo paralelo ao nosso, mas totalmente frio e sem nenhuma qualidade e resquício humano.
Fiquei admirada que a autora esclarece ao publico de uma forma pratica como são os comportamentos de um psicopata e quando eles se manifestam. Os psicopatas não possui mente genuinamente humana, ou seja, não manifesta sentimentos humanos: compaixão, amor, carinho,remorso. São frios, manipuladores, cruéis e utilizam de seu charme e de sua inteligência para impressionar, seduzir e enganar quem atravessa o seu caminho. Estão no meio das pessoas de bem, estão disfarçados como executivos bem-sucedidos, bons políticos, bons amigos, pai e mães de família, e não costumam levantar suspeitas sobre quem são.
“ Para os psicopatas, as outras pessoas são meros objetos ou coisas, que devem ser usados sempre que necessários para a satisfação do seu bel-prazer.
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Melhor amigo: livro
Queria fazer uma homenagem a quem amo muito, amo muito o universo literário, por isso criei esse blog com a intenção de escrever sobre isso, dando dicas aos leitores. Porque melhor amigo? Quando eu era criança, não tinha muitos amiguinhos, por isso acidentalmente peguei um livro de faixa de leitura média na biblioteca, não lembro o nome.
Naquele dia, fiquei todo ele explorando aquela nossa e incrível experiência, tentar entender o que está escrito, eu tinha os meus sete anos já sabia ler, mas aquele livro de 50 páginas era complexo aos meus olhos. Resumidamente: aquele dia tudo começou, comecei a gostar de livros e a cada dia ler um diferente. Na adolescência quando adquiri amizades fortes, esse amor se intensificou, e até hoje existe. Gostaria que você também descobrisse o quando é gratificante chegar na sua casa tê-lo em cima na mesa esperando por você. Ou carregá-lo em sua bolsa para naqueles momentos de ócio. Entrar em uma aventura que o final não existe, pois o termino da leitura de um é o convite pra mais um livro ser aberto e ...
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