terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ana Terra, clássico.



Lamuriar, reclamar das condições em que se encontra quem nunca fez isso?
No ano passado, minha turma teve que executar um seminário literário na sala de aula, tinhamos um mês para ler e discutir entre o grupo sobre o livro que havíamos lido. Meu grupo ficou com o fabuloso, Érico Veríssimo. Ana Terra é um livro atemporal, ou seja, lido em qualquer época transmitirá a mesma lição de moral. Ana, a adolescente filha do estancieiro Maneco Terra, encontra na beira de um regato, o qual todo dia ela vai lavar as roupas da família, o enigmático Pedro Missioneiro, indiático, bravio, e dono de uma cultura sofisticada em letras, histórias e artes musicais. Pedro é acolhido pela família Terra, Ana que no começo tem certa repulsa pelo rapaz, acaba se apaixonando. No meio de desejo, ira, paixão, toma o estopim da Guerra do Paraguai, rodeados de ladrões e saqueadores de terras.
Ana Terra meche com todos os sentimentos, leva o leitor a ver as condições precárias em que a mulher era tratada no século XVIII, o preconceito imposto sobre a mulher, como é difícil tomar uma decisão na adolescência, o valor da família e o mais importante o amor materno.
Após ler Ana Terra, mudei totalmente as minhas lamúrias, o livro me levou a perceber que não vale à pena reclamar por coisas pequenas e fúteis, que sempre haverá pessoas ao redor do mundo passando por milhões de problemas e com certeza bem maiores que os meus e que a esperança desaparece, mas é fácil reencontrá-la.

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